A felicidade é algo desejável e sempre benquista! A Ciência da Felicidade – The Science of Happiness – hoje em dia já virou até uma disciplina acadêmica em Harvard, um dos melhores centros do saber, localizado em Cambridge, MA, EUA.

Recentemente, comprei dois livros, movido pela curiosidade de leitor para ver diferentes olhares sobre a felicidade: “Felicidade: Modos de Usar” escrito por 3 renomados intelectuais brasileiros, Cortella, Karnal e Pondé. E também “O Jeito Harvard de Ser Feliz” de autoria de Shawn Achor. Mas ambas leituras, dentro de um contexto filosófico, não me acrescentaram muito, haja vista que lapidei meu conceito de felicidade no estudo e prática da Ciência Cristã.
No marketing que adora vender a ideia de felicidade atrelada a algo externo, figuram planos, projetos de vida associados ao sucesso; a ter um lar, filhos, família, uma boa educação, um bom emprego, relacionamentos felizes, um bom carro, uma boa casa, dinheiro economizado e investido, gozar de boa saúde, ter paz, viajar muito, lograr uma boa aposentadoria, etc… Desnecessário tocar na dicotomia filosofal do ter e do ser feliz. Mas de todas as aspirações, ter uma consciência limpa e um puro senso de felicidade, parece estar mais correlacionado com o paradigma de Achor, que a partir de suas pesquisas em Harvard, chegou a conclusão de que primeiro temos de ser felizes para depois alcançar o sucesso, diferente do que a maioria pensa.
Em tempos pandêmicos e isolamento social, a espiritualidade, mais do que noutros momentos, está correlacionada à saúde e a felicidade! Há 8 anos atrás, num curso oportunizado por médicos, de graduação acadêmica, intitulado “Espiritualidade e Saúde”, encontramos 47 mil artigos médico-científicos, publicados no renomado repositório americano de pesquisas médicas, o PUBMED. Todas as publicações pesquisadas, abordavam a influência salutar da espiritualidade, da oração, da fé, da meditação correlacionado à participação em serviços religioso. As conclusões destes estudos médicos associam também a espiritualidade à qualidade de vida, a redução do tempo de internação em hospitais e até na diminuição do tempo de recuperação. E fazem uma distinção entre espiritualidade e religiosidade. Agregando que existe o que chamam de “coping religioso” — enfrentamento religioso/espiritual — termo que define um estresse causado por dogmas, ritos, crendices, e, influências negativas que algumas crenças religiosas impõem a alguns pacientes crentes, que, como resultado, tendem a somatizar medos, culpas e condenações.
É bem oportuno, quando se trata de felicidade e seu efeito salutar, individual e coletivo, mencionar um conceito mais abrangente e holístico de saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborado em 1947, a qual define a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”

“Mantém o pensamento firme no que é duradouro, no que é bom e no que é verdadeiro e os terás na tua experiência, na proporção em que ocuparem teus pensamentos.”
📖 Ciência e Saúde p 261:4. Essa constância na consciência do bem, à luz da Ciência Cristã, tem sido uma fonte de espiritualidade e felicidade prática em meu cotidiano. A pesquisadora científica cristã, a norte-americana, Mary Baker Eddy, estudou, profundamente, durante vários anos, todos os sistemas alternativos de saúde de sua época, e, nessa trajetória feliz, finalmente chegou a descoberta da Ciência de Cristo, onde ela encontrou o elemento divino de toda cura que ele estava buscando, incansavelmente. A felicidade de sua descoberta resultou em um empreendimento de mais de 40 anos, dedicados a compartilhar a Ciência do Cristianismo como algo prático e aplicável para o bem individual e coletivo, e, a saúde mental, moral, espiritual e física. Essa trajetória de sucesso e felicidade é uma inspiração, pois ela enfrentou e venceu, os mais terríveis obstáculos, dificuldades, privações e até reclusão social, mas em cada etapa ela manteve seu pensamento firme no bem!
Infere-se que a felicidade é interior ao ser, portanto, ela é nossa própria liberdade e coragem moral de pensar com constância no bem — na consciência da realidade do bem — que só da sabedoria da Mente, divina e única, vem. Tal constante consciência do bem equivale a ganhar o dia, gratamente, para glória e louvor do Princípio divino! “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. (Salmos 118:24 ACF)
Mesmo hoje em dia, face ao isolamento social, às vezes até em um lockdown, onde somos obrigados a ficar confinados em casa, a consciência da felicidade nos protege e da segurança frente à desesperança, ao medo e o caos pandêmico, que o mundo midiático nos oferece em tempos de pandemia. Face à crise econômica, podemos ser gratos, por que o Agronegócio segue com recordes de produção, os serviços essenciais estão em alta e gerando empregos e renda, todos estão adaptando-se rapidamente às facilidade tecnológicas que nos aproximam um dos outros, e, facilitam a vida, rompendo assim certa aversão à tecnologia, que ainda persistia na humanidade. Já dizia o ilustre Guimarães Rosa, Embaixador e Escritor brasileiro, o qual, uma pesquisa acadêmica de doutorado, da UNICAMP, afirma que ele estudou a Ciência Cristã, inclusive lendo alguns periódicos em inglês, com relativa frequência, ele escreveu: “Quando nada acontece há um grande milagre acontecendo que não estamos vendo.”

Resulta que a consciência da felicidade pode estar na humildade das coisas simples do Espírito. Para quem esteve num relacionamento de curta ou longa duração, para quem se separou depois de ter filhos, para as viúvas, os órfãos, aos refugiados, enfim aos milhares de migrantes, que buscam novas oportunidades em um novo país, a felicidade pode estar na graça da vida diária, “o pão nosso de cada dia”. Na persistência de dar um passo de cada vez, seguir adiante com fé, sem olhar para trás, apesar de supostas rejeições, desprezo, e condenações da opinião pública, que pretendem isolar e privar da aprovação social. São corações em constante luta, que suportam toda espécie de críticas, dificuldades, julgamentos, preconceitos, rótulos, exclusão social, e conflito de interesses por parte de governos sem visão humanitária. Para outros corações em luta, a felicidade pode estar, em poder um dia, voltar ao seu lar, ver e abraçar um ente querido, em encontrar um lugar onde possam viver em paz e segurança, onde sejam bem recebidos, livre de preconceitos e com fraternidade e humanidade. Situações sofridas onde a guerra e a violência brutal desagregaram famílias inteiras, expulsando-as de suas casas em suas cidades natal, é um crime de lesa-humanidade, e, quem forneceu os armamentos e apoiou conflitos bélicos, deveria ser parte da solução, direta, ou indiretamente!
À luz da espiritualidade imanente à Ciência divina, aprendi o maravilhoso conceito da “felicidade espiritual” que me inspirou a missão de ser um ativista da felicidade e compartilhar o bem, antes de existir a rede social do Facebook, não como profissão de fé, mas por pura gratidão e desejo sincero de espraiar o bem, sem fronteiras, livremente. Eis o conceito revolucionário de felicidade, apresentado pela Sra Eddy em sua obra principal:
“A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. É desprendida do ego; por isso, não pode existir sozinha, mas requer que toda a humanidade dela compartilhe.”
📖 Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras p. 57: 19
A citação acima, sugere a consciência da felicidade como um manancial espiritual, desprendido do ego — com sua vaidade, inveja, orgulho, egoísmo monopolista, críticas, julgamentos, culpas, medos e preconceitos. Foi um amor à primeira leitura, desde o momento que li essa citação do capítulo: “O matrimônio.” E mesmo depois de anos lendo e relendo-a, tenho tido a humildade de compartilhar minha felicidade de saber, conscientemente, esse conceito espiritual e praticá-lo ao longo de minha experiência. A consciência da felicidade é contagiante no bem que ela irradia. “Vós sois a luz do mundo.” é a feliz declaração de Cristo atribui a todos os seus seguidores no Terceiro Milênio! A melhor maneira de ser grato tanto à Sra Eddy, como à Mente divina, por revelar esse conceito espiritual de felicidade à luz da Ciência Cristã, é vivê-lo constantemente, no cotidiano, hoje, aqui, agora e para sempre!
À luz da Ciência do Cristianismo, esse conceito científico cristão, além de espiritual é muito prático, pois, não confina a felicidade a uma determinada classe social ou a uma etnia. Não atrela-a a uma situação ou estando limitada a uma fase, a um clã, a uma instituição, ao tempo, a uma pessoa, a uma cidade, a um país, a uma escolaridade, a um nível social, ou ao saldo da conta bancária! Essa felicidade, que emana da Verdade e do Amor é nosso status real e divino, aqui e agora, portanto cabe-nos reconhecer com humildade: sou feliz graças a Deus e a divina felicidade aberta a toda humanidade!
Reconhecer a felicidade espiritual tem imediatos e devastadores efeitos neutralizantes contra a tristeza, a melancolia, o tédio, a mesmice, pensamentos depressivos, a ansiedade e a desesperança! A felicidade emana do Seu Princípio divino, suscita esperança de um presente melhor, portanto, hoje será um dia abençoado!
Como o futuro começa hoje, logo essa felicidade espiritual contagiante extrapola o hoje, será a lei divina para amanhã também e assim sucessivamente, cumprindo o plano e propósito divino para cada um, cada igreja, cada governo, enfim toda a humanidade.
“A hora mais escura precede a aurora.” (Eddy, Ciência e Saúde) Assim como a luz do sol neutraliza toda a escuridão, a felicidade da luz da Verdade e da Vida desmaterializa, ou melhor espiritualiza de tal maneira todas as coisas, em nosso viver cotidiano, que nos descobrimos felizes, mesmo diante de circunstâncias extremas, como desânimo, desesperança, até mesmo num evento depressivo que culmina em tentativa de suicídio. Essa felicidade é radiante, mesmo face a uma dependência, ou, até no momento de uma overdose. Li um artigo da revista O Arauto da Ciência Cristã, antigo, que estou tentando resgatar, onde impressionou-me a forma como a cura e salvação da dependência das drogas aconteceu para uma jovem, depois que o pai, Cientista Cristão, orou junto com ela, dando-lhe toda a atenção. Ele mostrou-se presente e seguiu amando-a em todas as etapas: tribunal, prisão, e, finalmente liberdade. E, pasmem, foi no pior momento, durante uma overdose, que o artigo diz que houve o despertar espiritual para a realidade divina do domínio, que o Princípio criador concedeu como primeiro presente a todos os Seus filhos amados, e especialmente aquela jovem no pior momento de sua vida.
A felicidade é independente de uma religião específica, pois, como algo espiritual e oriunda da Verdade e do Amor, ela não está num determinado local, numa praia, num país, ou num centro religioso qualquer. Ela independe de monopólios eclesiásticos, gurus, ritos, rituais que materializam o conceito de felicidade, ou, pretendem estabelecer supostas “condições” para algo que é espiritual e, portanto, é derivado do Espírito infinito. O Espírito dá a ideia mental de felicidade, isso é o bastante! Como o Espírito é livre e aberto a todos, Ele não pode ser exclusivo, para poucos, ou depender de um selo ou arquétipo, como na Idade Média, para dar autenticidade, valor e credibilidade a genuína felicidade que brota de dentro para fora, por isso ela ser espiritual e outorgada por Deus, a Verdade e a Vida. Cristo Jesus, nosso amado e único Professor, trouxe esse conceito de felicidade interior e inerente à consciência, quando ele nos ensinou: “O reino de Deus está dentro de vós.”
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Bom dia Jackson,
.!. Esta mensagem e o alimennto espiritual.Como nos diz o PAI NOSSO.Estou muito grata.
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É verdadeiro como diz o artigo que cada dia mais a humanidade está a procura da felicidade. Mas só conseguimos encontrar quando nos propomos ir buscar direto na fonte; Cristo o filho amado de Deus. Obrigada Jackson por compartilhar.
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Excelente artigo…me tocou profundamente e tocara a tantas outras pessoas que estao sedentas de paz…alegria…e felicidade!!!
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