Ser pai ou não ser? Eis uma questão relevante num mundo em transformação! Falando por experiência, ser pai é um grande privilégio e um aprendizado constante. A quantidade de filhos importa ou desimporta, por que ser pai considero um divino empreendimento.

Seja ser um pai de primeira viagem, ou, um pai experiente, a educação de filhos é uma responsabilidade sagrada e desafiadora, pois começa já na pré existência, segue durante os nove meses de gestação, e continua até a eternidade. Muito além de um orgulho pessoal, a paternidade diz respeito a humildade de aprender um pouco a cada dia. Erros acontecem, enganos também, porém, o desejo de agir corretamente e a persistência é algo que primei ao longo da experiência de ser pai de 4 filhos. Esse grandioso aprendizado foi e tem sido abençoado com o estudo e prática da Ciência Cristã.
Assim como uma gota de água é uma com o oceano, um raio de luz é um com o sol, do mesmo modo Deus e o homem, Pai e filho, são um no existir. A Bíblia diz: “Pois nEle vivemos, e nos movemos e existimos.”
Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde, p361: 15
Por intermédio do estudo e prática da Ciência Cristã que aprendi o verdadeiro senso de paternidade, um senso espiritual e divino. Foi na atmosfera amorosa de uma Escola Dominical que descobri minha identidade como filho perfeito de um Princípio perfeito. E uma relação de paternidade celestial, que tem me sido revelada pela consciência de um só Pai-Mãe Deus, e todos os Seus filhos, representados em Cristo Jesus. É o Cristo, atemporal, que vem continuamente, revelar à consciência individual uma profunda humildade de um filho dedicado, que se esquece de si mesmo, abnegadamente, para reconhecer sua autoridade espiritual no único Pai universal — o Pai de todos — tal como ele nos diz: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras.” (João 14: 10)
Assisti uma live com o baiano Caetano Veloso, um dos músicos mais famosos e popular, e seus três filhos, uma família abençoada com músicos geniais. A música é um elo constante e consciente na família, e, o resultado é evidentemente maravilhoso. Talvez tenha me passado pela cabeça o desejo dos meus quatro filhos serem Cientistas Cristãos, serem membros dA Igreja Mãe, realizarem o Curso Primário da Ciência Cristã, e, servirem a humanidade como Praticistas. Aprende-se na escola que a família é a cellula mater (célula mãe) da Sociedade. Aprendi que ela também é uma célula do bem à humanidade, e, um laboratório para aprender juntos o bem viver. Se passo a passo, aproveitarmos nossa experiência no atual plano de existência para ser melhor, um pouco a cada dia, logo todos somos pensadores e sanadores de si mesmo, assim colaborando para mudar o mundo!

Com felicidade reconheço que os filhos fizeram suas próprias escolhas: uma delas fez o curso primário com o mesmo professor que realizei, a outra escolheu sua professora, mas a gestão à frente dos negócios da família, e, a pressão de um familiar, forçaram-na a protelar esse seu desejo! Duas filhas se filiaram a uma igreja filial da Ciência Cristã, duas filharam-se à Igreja Mãe, e o menino resolveu tomar uma atitude de neutralidade em relação a religião. Por esse resumo sucinto deu para ver que a liberdade permeia a educação espiritual. Durante a maior parte da vida dos filhos, desde a infância frequentaram um Escola Dominical, e, chegaram a trabalhar colaborativamente nela, e participaram de encontros de jovens Cientistas Cristãos, o que também gostava de participar, pois são felizes oportunidades de progresso espiritual e desdobramento da consciência do amor espiritual e fraternal daquele “… Amor que se reflete em amor.” (EDDY, Ciência e Saúde) Recentemente, um deles que ainda não tinha um exemplar do livro Ciência e Saúde, me pediu um de presente — imaginem a minha alegria!
“Se os Cientistas Cristãos educam os seus filhos espiritualmente, podem educar outros espiritualmente, sem entrar em conflito com o senso científico da criação de Deus.” A trilha da educação dos filhos é a jornada e compromisso mais longo dos pais, pois ela começa na infância, passa pela adolescência, e vai além da vida adulta, pois é um crescimento espiritual contínuo para a eternidade, tanto para os filhos como para os pais. A Ciência Cristã foi e tem sido de grande utilidade neste tipo de educação que extrapola a psicologia comum, pois usa “a psicologia do Espírito”, o qual a pensadora espiritual norte americana, Mary Baker Eddy, chamou em sua principal obra de “Ciência do Espírito”, nestas palavras:
A arte profilática e a terapêutica (isto é, a de prevenir e a de curar) pertencem decisivamente à Ciência Cristã, como facilmente se veria, se a psicologia, ou seja, a Ciência do Espírito, Deus, fosse compreendida. Ciência e Saúde p 369: 24-27
Para além da consanguinidade, a individualidade de cada filho, tem de ser respeitada e bem compreendida. Um modo espiritual é reconhecer cada um como uma ideia, reflexo ou imagem fiel de Deus, livre de rótulos, estigma, crítica ou julgamento. O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras tem orientações específicas para a criação dos filhos, recomendo a leitura da pg 62, sob o título marginal, “O que se transmite as crianças”, compartilho só uma frase: “Deve-se permitir que as crianças permaneçam como tais nos seus conhecimentos e que se tornem homens e mulheres só pelo crescimento de sua compreensão da natureza mais elevada do homem.”

A foto acima, foi compartilhada no Instagram “Razões para Acreditar” com a seguinte legenda:
A paquistanesa Eram Khan publicou em seu Facebook essa foto com a legenda:“Papai continua fazendo coisas divertidas, apesar das circunstâncias”.
Portanto, na realidade espiritual, o único Pai-Mãe é Deus. A tentativa de moldar, julgar, ou tentar influenciar a mente e a vida dos filhos, é um erro grave, pois os priva da divina sacralidade de encontrarem e desdobrarem sua própria individualidade na familiaridade com Deus, único Pai-Mãe. O suposto amor possessivo em relação aos filhos, é a face oculta do desamor. Um lar harmonioso e com uma atmosfera mental de liberdade e compreensão espiritual é o melhor para toda a família e um requisito moral, pois melhor que o preceito é manter a consciência de buscar exemplarmente a consciência de fazer o bem.
Há filhos humanamente sem a presença de um pai. Mas esse vazio já está preenchido pela paternidade universal do Princípio divino que é Amor infinito. Hoje todos os meus 4 filhos são adultos. A maior alegria de um pai é ver todos felizes e unidos. Todas as tempestades passam. Depois de cada temporal vem a bonança de gloriosos aprendizados. O que o mundo diz e impõem com seus falsos lumes e vãs filosofias cedem a espiritualidade que vem da luz de Cristo, atemporal, como expressa o hino 57 do Suplemento do Hinário da Ciência Cristã, publicado nO ARAUTO de maio 1996:
“A Ti, ó Pai, eu busco na tristeza;
de Ti a cura brota sem cessar;
Rompe as nuvens a luz da alvorada;
em Teu amor apoio encontrei.
(…)
Não tenho medo, pois em Ti repouso,
meu coração exulta em plena fé.
Tu me abençoas, aprendo a ser humilde,
na mansidão reside meu vigor.”
Reeditado 11/8 16h – inclusão de mais uma estrofe do hino 57.
