A Oração do Senhor e a Paz de Cristo

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Revisão e reedição iniciada em 7 de janeiro 2024
, Jack Guterres, CS

A Oração do Senhor e a consciência da Paz de Cristo sempre conosco!

Com aquela mesma coragem moral e ousadia espiritual evidentes em Cristo Jesus, aos cristãos, é desnatural enfiar a cabeça num buraco – tal como o avestruz dos desenhos animados infantis – para ignorar o mal e suas sugestões mentais agressivas de uma hecatombe nuclear, as quais têm pipocado na mídia que cobre a inusitada invasão russa à Ucrânia, que resultou numa guerra que, há um ano, tem unido esforços de nações para a pacificação!

Temos a liberdade dada pelo Amor divino de orar, mental e silenciosamente, para elevar nossos pensamentos – nossa consciência espiritual – até a única fonte legítima de poder, governo e legislação: o único Princípio-Deus! A coragem moral oriunda dessa espiritualidade crística, sustenta nossa tranquilidade, saúde, paz, liberdade, harmonia e honestidade/integridade. Tenho aprendido em minha experiência que tal oração desdobra-se num hábito salutar de confiar tudo a Deus, com esperança, perseverança e confiança, mesmo diante de necessidades extremas, conflitos e emergências humanitárias.  A grata oração, faz uma diferença em espraiar a certeza de que a graça divinal não falha e no mantermos a expectativa do bem. Aprendemos do exemplo do divino Mestre, tal como o Apóstolo Paulo, recomendou: “Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Tessalonicenses 5: 18 ARA)

A oração nos arma do poder do Amor infinito. Podemos orar mentalmente e substituir a crença no medo, mantendo nossa consciência tranquila e fundamentada na supremacia do Espírito, no máximo do bem, que paira sobre tudo e todos, neutralizando a mixórdia e miasmas das cenas caóticas das guerras, e, colaborando afirmativamente, para que a hostilidade cesse, o terrorismo ceda ao Amor libertador, e, a suposta lógica do ódio, retaliação e vingança, ceda lugar aquele amor que reflete o Amor infinito, e, sua lei que em momento algum deixa de estar presente e agir. Essa ação permeia todos os escalões, nos gabinetes que projetam os ataques, no campo de batalha, nos acampamentos de refugiados, hospitais, e, em todos os organismos que prestam ajuda humanitária, enfim inclui todos os envolvidos. Essa conclusão está embasada na oração e percepção espiritual da paz de Cristo, no reinado da harmonia, que é outorgado pelo Espírito, como um direito individual, a cada um de Seus filhos amados: você, eu, enfim toda a humanidade.

Em oração, conectamo-nos com Pai-Mãe Deus, e, podemos reconhecer e estabelecer o Seu reinado de harmonia plena, verdade e justiça, as quais a todos beneficiam com a graça divinal da paz, espiritual e ininterrupta, poder, proteção e salvação, individual e universal, revelados pelo Cristo e mantidos pelo Princípio-Deus todo-amoroso! Dotados da graça divinal, “o pão nosso de cada dia” que nos é dado, diariamente, estamos todos equipados com o escudo intransponível e as armas infalíveis do amor do Amor, desapegados do ego e da vontade humana descontrolada, bem como podemos estar dotados da humildade e da confiança absoluta no desdobramento do bem supremo, hoje, agora e para sempre, no front, nos gabinetes da autoridades, em cada lugar, aqui e em toda parte!

Gosto de estudar a Ciência Cristã, pois ela me ensinou a orar, mental e silenciosamente, não só para mim e familiares, mas também para o bem estar individual e coletivo — isto é, da comunidade e da humanidade toda. Por intermédio da leitura das Lições Bíblicas, desdobra-se um estudo diário das Escrituras, e, do seu companheiro na sua interpretação espiritual e prática cristã cotidiana, que é o livro, traduzido em 18 idiomas, considerando o idioma ibo da Nigéria recém lançado, e, nestes está incluindo o idioma russo: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS, de autoria da pensadora e pesquisadora científica cristã, Mary Baker Eddy. De coração, recomendo esse contato diário com a “Palavra inspirada”, o que tem me oportunizado um oásis de espiritualidade, para silenciar os ruídos e estrondos do erro, habilitando-me a demonstrar real tranquilidade, expressas neste ânimo espiritual dado por Mary, no livro supracitado p. 384: “Tranquilizemo-nos com a lei do Amor.”

Como a maioria das pessoas, não nasci sabendo orar com eficácia. Aprendi como orar com a leitura do livro Ciência e Saúde, bem como frequentando uma Escola Dominical, e, depois, filiando-me à Igreja Mãe, na adolescência, e, mais tarde a uma igreja filial da Ciência Cristã, onde a oração é parte dos recursos e equipamentos espirituais que todos podemos dispor e utilizar no laboratório do cotidiano e seus constantes desafios. Nossas orações e, acima de tudo, a coerência delas em atitudes cotidianas de amor, compaixão, perdão e humildade, demonstram nossa comunhão espiritual com o Princípio-Deus, e, nos aproximam um dos outros, mantendo-nos conectados a uma rede colaborativa e sem fronteiras de paz, harmonia, saúde, liberdade, respeito, bondade, amor, humanidade, alteridade, com a expectativa de um mundo melhor, aos quais une o coração e mente de pensadores e pacificadores ao redor do mundo, a começar por um interesse e amor ao bem estar individual, social — das comunidades locais — reverberando no bem estar universal.

No livro Ciência e Saúde, a autora sugere a interpretação espiritual para a Oração do Senhor, a qual é a única oração, atemporal, que nosso amado Mestre, e, único Exemplo na prática cristã, Cristo Jesus, agraciou-nos em puro amor cristão expressando a infinita bondade, poder e graça divinal. Ela é um ponto pacífico, de absoluta convergência, mesmo entre as religiões cristãs de diferentes orientações doutrinárias e teológicas:

“Seja-me permitido dar aqui o que entendo ser o significado espiritual da Oração do Senhor:

Pai nosso, que estás nos céus,
Nosso Pai-Mãe Deus, todo-harmonioso,

Santificado seja o Teu nome;
Adorável Um e Uno.

Venha o Teu reino,
O Teu reino já veio; Tu estás sempre presente.

Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu;
Faz-nos saber que — como no céu, assim também na terra — Deus é onipotente, supremo.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
Dá-nos graça para hoje; alimenta os afetos famintos;

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
E o Amor se reflete em amor;

E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal;
E Deus não nos deixa cair em tentação, mas livra-nos do pecado, da doença e da morte.

Pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Pois Deus é infinito, todo o poder, toda a Vida, toda a Verdade, todo o Amor; está acima de tudo, e é Tudo.”

Mary Baker Eddy, CIÊNCIA E SAÚDE p. 16-17

A oração constante, mental e silenciosa, mantém nossa consciência elevada, para contemplar a realidade espiritual, que só a Ciência Cristã descortina: que cada um de nós, como ideias do Amor, é a prova de que este Amor existe e tem todo o poder, que há um único Princípio-Deus, que todos somos Suas ideias íntegras e completas, pois expressamos esse Princípio divino, ininterruptamente. Uma ideia do Amor, assim, sempre refletindo-o,  não pode atentar contra a vida, nem a soberania de um povo, ser um terrorista, ou um genocida.  O ultimato do Amor, supremo e infinito, é a harmonização de todas as coisas. Só ao Amor, sempre presente, onipotente e onisciente, pertence a vitória total e final! Nas palavras do Apóstolo Paulo: “O Cristo é tudo em todos.(Col. 3: 11 todos – 1993, ARA ©SBB)

Como pacificadores, podemos vigiar e orar para neutralizar um suposto mal oculto, entrincheirado na consciência humana – isto é, sugestões mentais sutis e agressivas – orando por nossa própria paz mental, o que inclui: calar a vontade humana, desprender-se do ego humano, livrar-se dos sentimentos descontrolados, do ódio polarizado, e, do pecado da falta de confiança em um único Princípio-Deus, sempre em ação! Tais erros de pensamento, são efeitos do materialismo, do anticristo e do ocultismo — ou seja, desarmonias da ignorância humana a respeito das coisas do Espírito. Esses e outros sistemas de pensamentos opõem-se à existência do único Deus e pretenderiam “ocultar” — tal como um espesso nevoeiro que tenta esconder o sol — a presença constante, ininterrupta, infalível, imutável e radiante do bem infinito. A Sra. Eddy, no Ciência e Saúde p. 216, sinaliza o caminho nesta luta espiritual: “A espiritualidade abertamente faz um cerco ao materialismo. De que lado estamos combatendo?”

A atitude mental, diária, priorizando orar por nossa própria paz, seguirá desdobrando-se, passo a passo, livrando-nos de sentimentos negativos, que pretendem nos entristecer, e, afastar-nos da paz de Cristo demonstradas em relações sadias e colaborativas com nosso próximo. Tal bolha de afastamento, sugere ficarmos à deriva e depois ilhados, tal como um náufrago numa ilhota de mágoas, culpas, críticas, prejulgamentos, condenação, ressentimentos e isolamento.

Mormente, o cenário mundial é de tranquilidade, pacífico e abençoado. A humanidade tem progredido e seguido em frente; entretanto, as guerras são hiatos temporais, situações temporárias e fortuitas de sofrimentos, oriundas das mais variadas motivações do ego humano, conflitos de interesses, justificativas vãs, ardilosas, e, por vezes, maquiadas de inverdades que tentam iludir para angariar apoiadores locais, parece ser uma estratégia utilizada por regimes totalitários como um modo de expandir o totalitarismo, opondo-se a transparência da democracia. Os conflitos bélicos têm consequências desastrosas para todos os envolvidos, afetando a tranquilidade dos cidadãos, a paz, a economia regional e impactando até na estabilidade global.

Além da Ucrânia, atualmente existem outros conflitos bélicos desumanos, os quais motivam refugiados a fugir para outros países, condenando cidadãos inocentes a uma vida de privação, sofrimento e dificuldades inimagináveis. Na Etiópia há uma guerra que já dura 2 anos; no Iêmen, há 8 anos vive a pior crise humanitária do mundo, há convulsões sociais no Haiti e no Afeganistão.    Há também conflitos em Miamar, que vive uma guerra civil, e, a terrível guerra da Síria, onde metade da população já migrou e várias nações têm se envolvido, ao longo dos anos, no conflito. (Fonte: BBC Brasil) O Brasil enviou forças especiais, em missão de paz. ao Haiti e tem sido benevolente aos refugiados: venezuelanos, sírios, e, recentemente, aos afegãos e aos ucranianos.

 A metafísica divinal da paz, à luz da Ciência divina, revela-se como uma realidade divina e espiritual, imutável, perene, constante, absoluta, um panorama discernível na consciência Cristo – a consciência do reinado da harmonia – um estado de consciência elevada que é representado pelo reino de Deus sempre presente!  

A Sra Eddy costumava orar para a paz mundial, como podemos inferir, desta sua citação:

“Durante muitos anos tenho orado, diariamente para que não houvessem mais guerras nem bárbaras matanças de nossos semelhantes; para que todos os povos da terra e das ilhas do mar tivessem um só Deus, uma só Mente; para que amassem a Deus acima de todas as coisas e a seu próximo como a si mesmo.
Os desacordos (desacertos, discordâncias) entre as nações podem e devem ser arbitrados com sabedoria, com justiça, e, resolvidos (solucionados) de forma definitiva.
Sem dúvida, é indiscutível que nestes momentos o armamento da Marinha é necessário, com a finalidade de evitar a guerra e preservar a paz entre as nações.”
Tradução livre –  [The Christian Science Journal, maio de 1908]

            Esse estado mental é uma oração que independe do quadro material, mas que sim, desdobra-se no perseverante reconhecimento do bem e da paz, mesmo em tempos de conflitos bélicos, acima do horrendo fragor dos maus pensamentos, que levam a atos, condenáveis e desumanos, que tornam o cenário cinzento de cidades arrasadas por bombardeios irracionais e criminosos, onde duas nações coirmãs, pretendem maximizar um desentendimento geográfico territorial, local e pontual, como no caso do recente conflito entre a Rússia e Ucrânia.

Guardada as devidas proporções, tais desarmonias transnacionais, encontram uma correlação/entrelaçamento com os conflitos que surgem nos lares e outras relações humanas, quando uma palavra mal dita, pode ser o estopim para surgir um cisma, conflito e rompimentos, que duram até que o Amor divino corrija as hostilidades, inspire a compaixão, o perdão e o entendimento harmonioso. E a paz seja restabelecida, tal como o reino do céu, que por meio do céu da espiritualidade crística, estabelece sua supremacia, onipresença, onipotência, amor espiritual e compassivo, liberdade e felicidade, através da pacificação/harmonização total, irmandade, união, concórdia, respeito, alteridade e progresso mútuo, onde todos ganham e ninguém precisa sentir-se derrotado, na pacificação que só Cristo traz!

O reino de Deus, ou, o reinado da paz, da saúde e da harmonia, tal como Cristo Jesus, ensinou e praticou desdobra-se na obediência ao mandamento de amar a Deus, acima de tudo e amar ao próximo, como a si mesmo,  e no cumprimento da  regra áurea de fazer aos outros o que desejamos que nos façam. Quando Pedro cortou a orelha do soldado Malco, que ameaçava capturar e prender Jesus, num impulso humano descontrolado e violento de proteção, Jesus curou a orelha do soldado e ordenou a Pedro que guardasse sua espada, pois, Jesus reconhecia e confiava, absolutamente, que o único Pai, infinito e universal era todo capaz de enviar Seus anjos para protegê-los do ódio humano. ( Lucas 22:49-51 ). Como humildes discípulos e seguidores de Cristo, agora, no Terceiro Milênio, temos o privilégio de realizar o mesmo, diante de toda e qualquer hostilidade, seja no plano individual, seja no plano coletivo e mundial.

Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. João 20:21

Nota do autor: O presente artigo foi idealizado para submeter aO Arauto. Entretanto, como ele ficou um pouco extenso, imaginei em submetê-lo ao The Christian Science Journal. Mas num humilde olhar de autocrítica editorial, imaginei que para ambos, precisaria dar um repensada na metafísica de cada parágrafo, tal requisito, me fez levar um ano, praticamente para publica-lo aqui no site. Entretanto, estou trabalhando num outro, que pretende ser um desdobramento deste, mais curto na expectativa de remodelá-lo aos padrões editoriais de nossos amados periódicos, os quais são luzeiros de espiritualidade para a humanidade!

🖼 Jack’s Arts. ©️2023 – Publicado em 7 de janeiro 2023


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2 comentários em “A Oração do Senhor e a Paz de Cristo

  1. Não achei que ficou muito longo, pois a leitura não se tornou cansativa.
    Mas como você já está trabalhando num próximo a partir desse, vamos aguardar numa boa expectativa desses novos desdobramentos.

    Curtido por 1 pessoa

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