Artigo com 674 visualizações. (out 2025) Gratidão!
Metaverso, phygital, realidade virtual e ampliada, parecem estar mudando nossos conceitos de espaço, tempo, presencial ou virtual, nas relações comerciais, institucionais, entretenimento, interpessoais, no que tange a emprego, educação à distância e até relacionamento familiares e amorosos.
O metaverso parece ter um potencial que se discortina na representatividade social para as igrejas, que ainda são considerados pela opinião pública, ou, esfera pública global, como estruturas fechadas, herméticas e exclusivistas. Vislumbra-se que o público da nova geração poderá ser alcançado neste espaço virtual novo de interação social, na medida que, olharmos para essa nova possibilidade de estar virtualmente presentes no mesmo espaço onde a nova geração tende a estar, boa parte do seu tempo livre: na Internet!
Embora cada nova tecnologia abra possibilidades, que podemos imaginar sem nenhum tipo de medo, por que não pensarmos no campo da metafísica? Isto é, ponderarmos algo além da fisicalidade do mundo, que nos cerca, para tangenciar a energia, mental e consciente, que foi praticada e utilizada por Cristo Jesus para aliviar o sofrimento da humanidade — a espiritualidade, que é inata a cada um!?

O metaverso, recentemente, ganhou notoriedade global, quando o Facebook, por meio de seu presidente, anunciou, que estaria investindo em pesquisas, projetos e uma nova plataforma, já em testes de laboratório, de interação digital, algo além da realidade virtual oportunizada por óculos de visão em 4D, quase um mundo paralelo, inteiramente configurável pelo usuário.
Metaverso é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”. Wikipédia
Não é simples explicar a nova plataforma e infraestrutura do mundo digital, proposto pela tecnologia de total virtualização configurável, chamada de “metaverso”, entretanto, é uma ousada intenção de que cada usuário poderá criar o seu próprio mundinho digital dentro da plataforma, onde só integre coisas, pessoas, atividades, serviços, regras e funcionalidades que lhe interessam, e, sejam fruto de suas preferências, a partir de sua próprias experiências e vivencias de vida; por que não dizer que seja possível configurar conforme à conveniência dos usuários. Por outro lado, pode simplesmente ser definida, como uma bolha de desenvolvimento tecnológico, capaz de amoldar-se às concepções de mundo de cada usuário, acima de um determinado limite de idade.
Como estudante e praticante da Ciência Cristã, vislumbrar para além do que os cinco sentidos nos informam e do mundo material que ele configura, é algo inerente à espiritualidade, que é possível desenvolver-se com o estudo e a demonstração do que se vai, passo a passo, compreendendo da metafísica divina, que essa Ciência do existir explica aos pensadores receptivos. O imperativo desta metafísica é que a Mente é Tudo-em-tudo e a matéria é seu oposto declarado, ou seja, a nulidade do nada!
Penso que o metaverso é a versão atual do velho e bom “amigo oculto”? Na infância, você também desenvolveu sua imaginação e se divertiu com essa parceria de brincadeira, com roteiros traçados na criatividade da Mente, a inteligência divina, que rege o homem, a natureza e o universo inteiro, em plena harmonia? Ele era um amigo de nossa inteira confiança!
A diferença é que, no passado só havia o ator principal e um coadjuvante, agora, no ambiente virtual do metaverso, será criada uma ilusão de um local ideal, habitado por outros usuários, conforme sua configurações de funcionalidade, onde se poderá interagir com esses novos amigos. Haverá regras gerais de convivência no metaverso, definidas pelos idealizadores. Entretanto, você poderá criar suas próprias regras, criar sua casa, sua cidade, como outros programas já faziam. Poderá definir espaços de convivências, e, criar um infraestrutura de relacionamentos com bens e serviços de consumo, de acordo com suas preferência e/ou conveniências, precisando respeitar o bom senso, uma ética e regras gerais a serem definidas na política de segurança e de uso do metaverso. Por exemplo, pelo pouco que entendi até aqui, você poderá até pedir uma pizza de dentro do metaverso, onde você poderá colocar uma unidade virtual da Pizza Hut, ao lado de sua casa.
Mesmo hoje em dia, quem oferece aplicativos de redes sociais e de comunicação tem preocupação com a privacidade, segurança, respeito, e, buscam manter uma vigilância constante contra o ódio polarizado, etc. Além de um certo controle social sobre os desdobramentos, socialmente nefastos, como o preconceito, o racismo, a intolerância, a inveja e o cancelamento. Além de manterem uma inteligência artificial embutida, e transparente aos usuários, que coletam dados de preferências dos usuários, e, tende a privilegiar o marketing da hábitos de consumo. Há uma série de mazelas que surgiram com o uso massivo das redes sociais, notadamente do Facebook, Twitter e Instagram, que acabaram por banalizar a imagem das pessoas, e, tornar sua vulnerabilidade motivação de exposição, visando aumento de engajamentos. O que criou um mercado de influenciadores digitais, e, oportunizou ganhos para valorizar talentos que demonstram credibilidade em diferentes áreas, um exemplo disto é o YouTube, e sua política de monetização.
Em síntese, o metaverso, pretende ser a tábua de salvação, permitindo ao usuário configurar seu próprio mundo virtual, e, pelo advento do 5G, poderá interagir com o seu ambiente real, seu lar, por exemplo, ativando o Split, ligando as luzes, e, ligando a televisão para não perder o futebol, a cafeteira, etc, para o ambiente estar preparado, quando chegar em casa. Em termos de interação tecnológica, as possibilidade são incontáveis. Como todos, estou engatinhando no metaverso, e, essa ousadia tecnológica, sem precedentes na história da humanidade, já está em curso, a passos largos! Resta-nos acompanhar, com boas expectativa e aguardar para ver no que vai dar.
Infelizmente, o bom e o mau uso dos ambientes virtuais, parecem andar juntos, e dependem da intencionalidade de quem usa a Internet. A maioria faz um uso útil e saudável, entretanto, sabe-se pela imprensa, que o uso permissivo de aplicativos para dar golpe, enganar pessoas, vender drogas, fazer apologia ao álcool, à ostentação da vaidade do ego humano, aumentou muito no Brasil durante a pandemia e muitos foram vitimados, perdendo suas economias, acreditando em golpes cada vez mais disfarçados de boas intenções.
Tenho aprendido com a metafísica da Ciência Cristã, que um dos primeiros pontos fundamentais da espiritualização do ego e livrar-se de sua tendência a ludibriar-se com enganos, equívocos e escolhas impensadas, é ter a humildade de estar vigilante, orar mentalmente para que a lei do bem restabeleça a harmonia, e seguir em frente, continuamente aprendendo, e, o mister de aprender a desprender-se do eu humano.
A renúncia ao ego material ajuda a discernir a individualidade espiritual e eterna do homem, e destrói o conhecimento errôneo obtido da matéria ou daquilo que chamamos sentidos materiais.
Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 39
O ego é o centro de erros de percurso — pecados — vaidades, o cerne das vontade humanas. É a base da fixação na vida material, do constructo coletivo de um mundo caótico, uma humanidade doente. O ego humano é exclusivista, e, seus apelos emocionais de exposição, ostentação, desejo e consumismo desenfreado, vontades descontroladas, vícios, incessante busca de divertimento. É a sede das preferências pessoais, conveniências, e, o reduto da ociosidade e da zona de conforto. O ego é um inimigo oculto, pois ele é o responsável por corromper, por enganar, por matar, por trair, agredir o meio ambiente, maltratar animais, e, por que não dizer, por regimes autoritários, e, atos terroristas, abusos de toda ordem, assédio moral, feminicídio e, o trio mais devastador do caráter humano, a eugenia, o egoísmo e a egolatria.
Pelo prisma da metafísica divina, tudo é sublime harmonia, pois ela estabelece-se na consciência o Tudo-em-tudo, como um Princípio infinito, uma causa única e efeitos dele derivados, sem nenhum elemento físico da materialidade para afetar o desdobramento do bem e da espiritualidade, onde cada um de nós, a natureza e o universo, são primordialmente contemplados na consciência espiritual, livres das imposições das crenças materiais, seus prazeres e dores. Com base no absoluto desta metafísica só existe um Ego absoluto, tal como o Sol, e somos tal qual os raios que emanam deste único Sol. Com brilho próprio, e, individualidade dotada de tal completude, que nenhum raio pode intrometer-se na vida e no espectro de ação do outro, e, todos convivem bem, sem precisar invejar ou enganar o outro para conseguir algum tipo de vantagem.
Neste ponto da realidade exterior repetir aquilo que se está pensando, lembrei de um Seminário sobre Espiritualidade e Saúde, realizado pelo NIETE/UFRGS e o NEISE do HCPA – Hospital das Clínicas de Porto Alegre, multirreligioso, onde a Ciência Cristã foi convidada, e um médico palestrante, adepto do Budismo, fez uma alegoria em relação aos primeiros pensamentos de um profissional de saúde antes de sair de casa para cumprir seu plantão no hospital. Se ele pensasse que seu dia é pesado, difícil, e, problemático, então o melhor seria nem sair de casa. Esse panorama traçado pelo ego humano, poderia, segundo ele, ser modificado, por pensamentos opostos, tais como, o meu dia será um bom dia, com desafios, vitórias e muitos aprendizados. Então, a conclusão é que podemos configurar nosso dia, mentalmente, na consciência. A essa reconfiguração mental e silenciosa, na Ciência Cristã, compreendo como sendo oração científica!
Que venha o metaverso, e, que possamos todos, seguir purificando nossa consciência, espiritualizando nossos objetivos, manter boas expectativas em relação as novidades, e, manter o eu humano, como nosso melhor desafio de crescimento à luz da metafísica divina, a qual a Ciência Cristã, pode nos dar um alento no sentido de vislumbrar na realidade divina, o homem e o universo, como expressão de um único Princípio da lei do bem e da harmonia. O mau uso continuará sujeito ao controle social, da atenção das autoridade, da vigilância policial e do judiciário, bem como desestimulados pelos esforços das políticas e estratégias dos empresários. E tenderá a perder força, quando diminuir o engajamento humano com essas má práticas e, aprender-se que, seja qual for o ambiente, real ou virtual, o mal se destrói a si mesmo. A luz sempre vence as trevas, assim que ela resplandece na consciência humana!
NIETE – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS – Ligado a Faculdade de Educação da UFRGS.
NEISE – Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Saúde e Espiritualidade do Hospital das Clínicas da UFRGS
Tags: metaverso, facebook, metafísica, phygital, realidade virtual, realidade ampliada, espiritualidade. saúde, renuncia ao ego, Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy, NIETE, NEISE, UFRGS

🙏Mil gracias!!querido amigo.
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Gracias a Usted por su lectura! Un abrazo a los hermanos!
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