A reunião da COP26 na cidade portuária de Glasgow (Glásgua, no português europeu), na Escócia, a terceira maior cidade do Reino Unido, mostrou ao mundo que a hora para envidar todos os esforços coletivos e colaborativos para a melhoria das condições climáticas e atmosférica de nosso único lar comum e sideral: o Planeta Terra.
Em uma globalização polarizada, entre Esquerda e Direita, um evento desta envergadura, político-social das maiores nações do mundo, seja qual for seu regime de governo, para abordar a questão ambiental, os organizadores e os líderes mundiais, adotaram um tom de colheita dos frutos conquistados desde o encontro de Cúpula de Paris, há 6 anos atrás — onde os países signatários traçaram acordos e ousadas metas para a redução da emissão de gás metano — responsável por 30% do aquecimento global — e que se mantém em estado crítico, nos países industrializados. À época, diante de estudos e pesquisas de ambientalistas e outros cientistas, trouxeram preocupações, de que era imprescindível tratar a questão ambiental, com o devido cuidado, definindo políticas nacionais, desenvolvendo uma consciência social, e, assumindo compromissos conjuntos, entre as nações, como a redução de emissão de gases do efeito estufa e aumento da temperatura do planeta.
Neste interregno de seis anos, o mundo tem assistido, um cenário quase apocalíptico, o aumento de desastres naturais, cataclismas, aumento considerável de tormentas, enchentes, num lado do planeta e no outros, calor fora do comum, aumento dos incêndios florestais, além da crescente aumento dos índices de destruição de matas tropicais naturais, pela exploração indevida e criminosa de suas riquezas naturais, dentre elas o contrabando de madeiras que levam anos para se formarem, e, tem uma importância e valor inestimável, na formação do que os especialistas chamam de “rios voadores”. Um outro fenômeno atribuído as consequências desastrosas do aquecimento global, foi a atual crise hídrica, que resultou no racionamento e falta de água e no aumento da taxa de energia elétrica, no Brasil.
Houve muitos discursos contundentes de vários líderes mundiais. Destaquei dois neste artigo, para evitar que o carregamento desta página fique pesado e demorado, o primeiro acima, foi o discurso bem curto do Presidente do Brasil, e, o segundo de uma representante dos povos indígenas brasileiros. Seu nome é Txai Paeté Suruí, uma jovem de 26 anos, Ambientalista e acadêmica de Direito. Ela é da etnia Pateté Suruí, filha de um Cacique. Viajou do estado de Rondônia, norte do Brasil, para Glasgow com a missão de discursar na COP26. Seu discurso teve a humildade dos guardiães das florestas, com sua sabedoria e conhecimentos pertinentes, e, foi muito aclamada pelos presentes!
Por que esse assunto é tão relevante, não só à saúde de nosso amado Planeta e a preservação da natureza – florestas, com toda fauna e flora – mas, também interessa para cada um de nós?
As Sagradas Escrituras, nos apresenta no seu capítulo de Gênesis, a anunciação divina de que um dilúvio estaria por vir, revelação dada inicialmente ao patriarca Noé. Uma história tão emblemática, e, conhecida, que até foi levada as telas dos cinemas, em mais de uma produção hollywoodiana. Além de conhecer bem essa história desde as aulas de uma Escola Dominical da Ciência Cristã, como aluno e mais tarde como professor colaborativo, ela sempre me chamou muito a atenção. A maioria dos povos conterrâneos de Noé, duvidaram dele o tempo todo, entretanto, ele seguiu sua inspiração e persistiu em construir a arca, fiel e obediente a orientação e vontade divinas. Sabemos que Noé chegou a virar motivo de zombaria e descrédito por parte do povo! O final desta alegoria bíblica penso ser bem conhecida de todos, na cultura ocidental. O dilúvio aconteceu, o empreendimento monumental da arca, finalmente acabada, e, devidamente calafetada, cumpriu sua missão de preservar a vida de Noé, seus familiares, dos poucos que lhe deram crédito, além da preservação do máximo de espécies animais que lhe foi possível reunir.
Pontos a realçar do COP26
A China e mais de 100 países, incluindo nosso amado Brasil, assinaram dois acordos com relação as metas para proteção das florestas, zerando o desmatamento, conforme a BBC News Brasil: “O acordo prevê US$ 19,2 bilhões em recursos públicos e privados para ações ligadas à preservação das florestas, combate a incêndios, reflorestamento e proteção de territórios indígenas.” (BBC NEW Brasi, 2021)
“O acordo sobre o metano pretende reduzir em 30% até 2030 as emissões desse gás. O pacto teve a adesão de mais de 100 países, assinalou em Glasgow o Governo dos EUA. O metano é um poderoso gás de efeito estufa que sempre ficou à sombra do dióxido de carbono (CO₂), o principal precursor do aquecimento, mas a luta climática internacional está tentando promover também compromissos concretos contra ele.” (EL PAÍS, 2021)
Ambientalistas ficaram surpresos com a adesão do Brasil aos acordos, e os especialistas são unânimes, em que o 5º maior emissor de gás metano do mundo, além de ser signatários destes acordos para participar dos fundos bilionário, destinados a fomentar políticas, objetivos, iniciativas de energia limpa, e, a perseverança em monitorar e acompanhar as metas estabelecidas, necessita também zelar pelo cumprimento dos objetivos e metas, em todas as cidades e estados do Brasil, especialmente daqueles que têm o privilégio de serem guardiães e hospedeiros das florestas tropicais e da floresta amazônica, a qual é considerada “o pulmão do mundo”!
Um olhar à luz da espiritualidade prática ao 1º mister: cuidar da atmosfera mental
Neste artigo, havia uma expectativa teórica, idealizada, dele ser curto! Na prática penso que não consegui cumpri-la com êxito. O desejo motivador foi abordar o assunto com o humilde olhar da espiritualidade prática. Entretanto, faltou esboçar a resposta da pergunta acima, já tangenciada pela inspiração da história da Arca de Noé.
Mas para evitar que o artigo fique ainda mais longo, vamos ajustar, com uma frase pouco conhecida de Mary Baker Eddy, que li num banner há uns anos atrás! Ela por si só vai dar o tom de espiritualidade ideal a esse artigo, fechando-o com chave de ouro.

“O caráter e a vida dos homens determinam a paz, a prosperidade e a vida das nações.” (Mary Baker Eddy)
(Tradução livre)
A resposta a pergunta acima, da relevância da questão ambiental, pode ser contemplada através de uma analogia, suponhamos que estivéssemos presenciando um sinistro de fogo, acontecendo em um local onde costumamos frequentar. Então à importância da emergência do cuidado preventivo deste ambiente, com respeito a segurança do local em que se vive/frequenta, poderia estar em nossa disposição natural ao bem — de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, para que tal sinistro não venha a ser repetir nunca mais! Isso sugere não somente palavras, mas sim: atitudes constante e persistentes!
A resposta, com humildade de dispor-se a colaborar, e, no olhar do Espírito — a fonte de onde emana todo bem e harmonioso cuidado –gratamente, também se pode reconhecer na expectativa do desdobramento deste bem, da sabedoria e do bom senso, tanto na consciência individual, como na coletiva.
Essa expectativa do bem, notoriamente, começou com registros memoriais da imprensa global, amplamente difundidos, entretanto, ela requer que cada um, dê sua parcela de colaboração, iniciando com o desdobrar da consciência de amor e preservação do planeta Terra. Podemos iniciar com ações simples, em nossos lares, famílias, amigos, escola, trabalho e até na igreja! E agradecer ao Princípio divino cada vez que vermos iniciativas como o Projeto de Revitalização da Quadra da Ciência Cristã, em Boston, que está sendo empreendido com atenção à sustentabilidade ambiental e tem sido um motivo de regozijo tanto na congregação global, como na comunidade onde A Igreja Mãe está inserida. Clique aqui para conhecê-lo: CHRISTIAN SCIENCE PLAZA PROJECT

Crédito da imagem: Twitter de Elizabeth Beall @UtahCS | ©️2021 Jack Arts
Referências:
CScience Monitor: “As COP26 opens in Glasgow, world leaders are feeling the heat” Acessado em 2.nov.21
CAC, BOSTON Christian Science Revitalization Project – Citizen Advisory Committee CAC Acesso em 2.nov.21
BBC NEWS Brasil, “COP26: Brasil, China e mais de cem países assinam acordo para zerar desmatamento até 2030″. Acessado em 2.nov.21
O Arauto da Ciência Cristã. A oração ajuda a combater o aquecimento global. Acessado em 2.nov.21
Atualizado em 5 nov, 1:34h
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