
Aprendi com o estudo e prática da Ciência Cristã, que a natureza pode nos ensinar interessantes lições, por que ela faz parte da harmoniosa e perfeita criação do Princípio-Deus, que nos foi revelada nas sagradas Escrituras, no primeiro capítulo do Gênesis, onde o único Criador, em sua infinita sabedoria e onipresente poder, criou a Sua própria imagem e semelhança: o universo — natureza, isto é fauna, flora e oceanos. Toda a criação foi configurada, em nosso único lar sideral, no planeta Terra! Nesta revelação divina, Deus criou Sua expressão, ou ideia espiritual, perfeita e completa: o homem — você, eu, toda a humanidade, portanto, a legítima progênie do Espírito, de Cristo, a única realidade divina da criação espiritual.
Existem, sabemos, outras narrativas humanas criacionista, uma delas é a falsa criação material, à partir do pó e do barro, exposta no segundo capítulo, na qual se atribui a origem de Adão e Eva e sua progênie.
A Ciência Cristã também me ensinou que um dos 7 sinônimos para Deus é Amor. Logo, pensando em toda a vasta criação divina, a partir do prisma do Amor, fica melhor sua compreensão. Gosto da citação abaixo do livro-texto da Ciência Cristã que dá uma ideia do desdobramento todo-amoroso deste Amor infinito e sempre presente, o qual tem todo o poder:
O Amor, perfumado pelo desprendimento do ego, inunda tudo de beleza e de luz. A relva debaixo de nossos pés silenciosamente exclama: “Os mansos herdarão a terra”. A modesta florzinha rasteira faz subir ao céu seu doce aroma. O grande rochedo oferece sombra e abrigo. A luz do sol cintila da cúpula da igreja, lampeja na cela da prisão, penetra no quarto do doente, dá esplendor à flor, embeleza a paisagem, abençoa a terra.
Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 516
As quatro estações do ano, por exemplo, podem nos dar divinas lições, mesmo que, por vezes, em climas tropicais como no Brasil, podemos ter as quatro estações num mesmo dia solar.
As quatro estações, poderiam também ser simbolizadas como os estados de consciência que desdobram-se em cenários humanos, muitas vezes desfavoráveis ao bem da humanidade. Esses cenários humanos na tela do pensamento, por vezes, mostram quadros nublados e cinzento, seja o caos pandêmico, as instabilidades e trovoadas nas economias, as secas de verdade nas muitas fakes news, as quais podem irrompem em labaredas pretendendo queimar o bom senso, e, devastar a fertilidade da consciência receptiva ao bem. O apagão do ódio, da polarização, do racismo, da crítica, da ignorância, do cancelamento, que pretendem retroceder o progresso moral e espiritual do ser humano, ao tempo primitivo das cavernas.
A escuridão do negacionismo e da falta de compaixão, desamor e desesperança, que pretendem sugerir uma miasma de tristeza, ansiedade e medo. O profundo abismo do terrorismo, do narcotráfico, do alcoolismo, da corrupção, dos conflitos de interesses, enfim, as mais camufladas formas de pecado e imoralidade que, tais como as ondas de calor, pretende tornar os dias desagradáveis e desgastantes. O deserto do sofrimento e da inveja, com suas tempestades de areia, enfim são alguns exemplos que poderíamos correlacionar com desordem, poluição ambiental e uma atmosfera mental humana, que não reflete, nem expressa a natureza divina, harmoniosa, salutar do que a Bíblia chama de “o dia do SENHOR”: “No dia do Senhor, achei-me no Espírito …” (Apoc 1:10 NVI).
Certa vez, em conversa com um médico, pesquisador da Homeopatia e receptivo à espiritualidade, com quem compartilhei um exemplar do livro: Ciência e Saúde com a Chave das Escritura, comentou sua observação médica de que o sofrimento humano, que ele acompanhou muitas vezes, em sua carreira, sempre tem um início, um meio e um fim. Segundo ele, só um ponto é inevitável em relação ao sofrimento: sua finitude! Portanto, podemos acalentar a esperança diante de um quadro de sofrimento, seja ele no âmbito individual ou no coletivo. O Apóstolo Paulo sugere-nos:
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte. (2 Coríntios 12: 10 – ARA)
Retomando a lição da natureza das quatro estações, cada estação inicia e termina para ceder lugar à próxima, com toda naturalidade e harmonia cíclica, obedecendo a ordem divina do único Criador. Por exemplo, a primavera que iniciou dia 22 de setembro, no hemisfério sul, traz o florescer das flores. Mas podemos considerar que a diferença de datas das estações em cada hemisfério, além de uma explicação astrofísica, também reflete o divino cuidado todo-amoroso do único Criador, de promover um equilíbrio, de tal modo que ondas de frio polares, que adentram o continente do outro lado hemisfério, são relevantes para amenizar as temperaturas e umidade relativa do ar e trazer chuvas.
E sobre os incêndios florestais? Uma vez uma palestrante, que junto com seu marido, construiu um sobrado feito de madeira rústica, na Serra Gaúcha, dando lugar a uma livraria de 3 andares na cidade de São Francisco do Sul, argumentou que como filha de lavradores, ela era a favor do procedimento de queimada da roça, como um modo de acelerar a renovação para um futuro novo plantio. Confesso que, como estudante acadêmico de Arquivologia, na época fiquei perplexo com essa postura, mas cabia-me apenas respeitar o seu direito de expressar seu ponto de vista. Precisei orar com compaixão, paciência e perdão, nesta ocasião!
Agora, se pensarmos que, em épocas de calor intenso, onde a seca predomina em muitos lugares, uma fagulha, seja ela uma bituca de cigarro jogada da janela dos carros, uma fogueira mal apagada de alguns turistas, ou, até mesmos a estratégia, aparentemente, justificável da queimada de pequenas roças, podem ser o estopim de um incêndio florestal, que acabam sendo difíceis de controlar e por vezes dizimam florestas naturais, comprometendo também a vida dos animais selvagens que nelas habitam.
O individualismo pode ser tolerável, mas não mais vivemos como nos tempos primitivos da raça humana, em que não se pensava no outro. Hoje temos a consciência de que somos seres gregários, isto é, vivemos em sociedade, e, portanto, nossas escolhas, tendem a impactar no bem estar coletivo. Quando uma queimada de roça vira uma calamidade da natureza, e, torna-se um tormento público, que onera os estados que precisam empreender fortunas no combate a incêndios de grande proporções, afetando comunidade inteiras, então é hora de repensar e concluir que este tipo de pecado não é só individual, mas também um tipo de crime que tem recebido a devida atenção das autoridades que tem investigado o melhor que podem.
Tenho orado diariamente face ao grande número de incêndios florestais que acompanho pela imprensa, no meu pais e noutras nações, busco conforto e inspiração no Pastor da Ciência Cristã, duo e impessoal, em seus dois livros-textos, na sua Lição Bíblica, por intermédio da qual, busco abençoar a todos orando com a consciência de Cristo, que consola, sustem e revela a vontade de Deus, para orientar e salvar todos os envolvidos e atingidos nos incêndios florestais. Uma gratidão especial aos bombeiros e voluntários brigadista que fazem seu melhor no difícil combate as chamas. Você pode fazer sua parte e orar também, mental e silenciosamente, para que a luz da presença da consciência Cristo, possa florescer com a atmosfera mental do Espírito, a qual soprará chuvas de bênção e renovação face aos prejuízos dos incêndios florestais.
Crédito da Imagem: Taise Oliveira
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